segunda-feira, 5 de outubro de 2009

EU ACREDITO NO ESPORTE AMAPAENSE




















*Antonio Jovenildo da Silva Viana

Depois de três tentativas fracassadas, o Brasil finalmente ganhou a disputa pela sede dos Jogos Olímpicos. Agora, o governo brasileiro pode se preparar para colocar a mão no bolso. O projeto brasileiro é estimado em R$ 25,9 bilhões, cifra sem precedentes na história do esporte nacional.

As obras de infraestrutura essenciais ao sucesso do evento já constam de planos de ação da cidade e do país. Estudos indicam que os jogos vão gerar um impacto de R$ 90 bilhões na economia brasileira. Estes investimentos vão gerar, entre 2009 e 2016, mais de 120 mil empregos diretos e indiretos ao ano, e cerca de 130 mil, entre 2017 e 2027, ao ano. E 97% do investimento realizado para os jogos vão voltar aos cofres públicos por meio de arrecadação de impostos. O Rio está pronto. O Brasil entra definitivamente na cena dos grandes eventos internacionais.

Um salto de qualidade como nunca houve na história do esporte olímpico brasileiro. É assim que o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, define o futuro do esporte no Brasil com a realização dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. “Como país anfitrião, o Brasil disputará todas as modalidades esportivas do Programa Rio 2016. Isso implicará na formação de equipes competitivas em esportes nos quais o Brasil não era representado e o aumento do nível de disputa em modalidades nas quais o Brasil apenas participa. É uma chance de ouro para acelerarmos o desenvolvimento do esporte brasileiro como um todo. Vivemos um dia histórico em Copenhague, um dia de celebração para todos os brasileiros”, afirmou.

O Rio 2016 será um evento compacto e de excelência técnica. Esporte, cultura e educação estarão integradas com as atividades da cidade. Legados sociais e esportivos estão garantidos pelo trabalho conjunto com os três níveis de governo. Os Jogos Rio 2016 serão um catalisador do progresso esportivo e social para comunidades do Brasil e de todo o mundo.

Em todo o País começa (na verdade continua) o trabalho para detectar e preparar os talentos, no Amapá é indiscutível a existência desses talentos, posso citar nomes no Judô como Lília Amaral - campeã brasileira sub 13, Jonathan Vilhena – campeão sul-americano sub 13, Sávio Santos – campeão brasileiro sub 13 e muitos outros que ainda não tiveram a oportunidade de mostrar seu talento no esporte. Tem o Nelson do Anjos com seus pequenos boxeadores da ponte do Muca, a mesa-tenista destaque nas olimpíadas escolares nacionais e outros de diversas modalidades espalhadas no estado.

O problema maior sempre foi falta de apoio, o desrespeito de alguns governos com o esporte amapaense que sempre investiu o mínimo necessário, a falta de visibilidade dos empresários em não atrelar a sua marca a potenciais campeões. Foi criada e sancionada a lei de incentivo fiscal (1.690/2009) pelo vereador Hilton Amanajás e o prefeito Roberto Góes, mas falta a regulamentação e a divulgação na capital. Foi criada a lei da bolsa esporte pelo deputado Moisés Souza e sancionada pelo governador Waldez Góes, mas que até agora não saiu do papel.

Essas iniciativas e leis precisam ser empregadas para que de fato, o beneficiário maior seja contemplado e possa sonhar com uma participação olímpica. É possível!

Já perdemos muitos campeões a maioria, quando próximo ao auge de sua performance precisam trabalhar para ajudar a família e se manter nos estudos, outros nem chegam a praticar o esporte de rendimento por verem todos os dias nos programas esportivos da televisão e nos jornais o choro de atletas, técnicos e dirigentes pedindo apoio para viajar e participarem de competições; um quadro totalmente desestimulante.

Nunca esqueço o que o nosso vice-governador Dr. Pedro Paulo Dias me disse um dia: “Temos que pensar grande”; penso grande e não é sonho. Dentro de cinco anos temos que colocar nossos atletas no processo seletivo para as olimpíadas do Rio 2016, todos os brasileiros praticantes de alguma modalidade, principalmente os que estão na faixa etária de 11 a 17 anos, vislumbram a possibilidade de estar no Rio, representando dentro de casa o seu país. Mas só estará lá quem, além do talento, preparação e dedicação tiver a oportunidade dentro da sua cidade, do seu estado e da sua região.

Oportunizar esses talentos é garantir a estrutura física, profissionais capacitados, alimentação adequada, atendimento médico em geral, uniformes de qualidade e mantê-los nos principais eventos de cada modalidade antes e durante todo o ciclo olímpico para se chegar no ápice de seu desempenho.

Precisamos trabalhar mais, se dedicar mais e acreditar. Eu estarei no Rio de Janeiro em 2016 torcendo pelos atletas brasileiros e terá atletas amapaenses na disputa, digo isso porque eu acredito no esporte amapaense. E você? acredita?

* Presidente da Federação Amapaense de Judô

Faixa Preta 4º DAN

Acadêmico de Educação Física

Agente de Polícia Civil